ANSIEDADE E HÁBITOS ALIMENTARES EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE MATO GROSSO

Autores

  • Bruna da Silva Gomes
  • Gleidson Leite Bites Maia
  • Kamilla Nicolau
  • Poliane Santos Ribeiro
  • Jackeline Corrêa França de Arruda Bodn Massad

Resumo

Introdução: Define-se como ansiedade um conjunto de doenças psiquiátricas marcadas pela preocupação constante ou sentimento negativo de que eventos ruins acontecerão em dado momento do dia. Pessoas que desenvolvem problemas de ansiedade apresentam condições de comportamento alimentar desordenado. Sendo assim, é preciso atuar sobre as condições sociais, econômicas e estruturais que impedem a adoção de comportamentos e hábitos mais saudáveis pelas pessoas. Objetivo: Descrever o risco de ansiedade e comportamentos de risco em universitários da área da saúde de uma instituição de ensino privada. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo quantitativo do tipo observacional de corte transversal, que foi realizado com 153 acadêmicos do Centro Universitário de Várzea Grande-Univag (MT). Foram investigadas as seguintes variáveis: sexo, idade, estado civil, renda familiar mensal, estilo de vida, comportamento alimentar e aplicou-se um questionário específico para avaliar informações pertinentes à ansiedade (inventário de ansiedade de Beck). Para fins de análise inferencial, as subcategorias de risco de ansiedade foram agrupadas em uma única categoria que caracteriza a presença de risco de ansiedade pelo inventário de ansiedade de Beck, logo a variável risco de ansiedade foi analisada de forma dicotômica. Cada participante autorizou a sua participação, na pesquisa, através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: O estudo foi constituído por 153 acadêmicos, segundo variáveis sócio demográficas a maioria era do sexo feminino (85,6%), sendo 73,2% com idade entre 18 e 24 anos, 77,1% solteiro e 43,8%, com renda familiar mensal de 3 a 10 salários mínimos. Com relação ao estilo de vida podemos verificar que 81,7% não fazem uso regular de cigarros, 54,2% não praticam atividade física, 44,4% realizam atividade profissional na maior parte do tempo sentado e 68,6% dormem de 6 a 8 horas por noite. Com relação às características do comportamento alimentar observou-se que 37,9% consomem bebidas alcoólicas apenas em datas festivas, 47,7% não tomam café regularmente, 39,2% sentem muita fome no final do dia, 58,2% nunca usaram medicamento ou chá para emagrecer, 35,9% já fizeram uso e 48,4% já usaram suplemento, porém com ingestão suspensa no momento. Dos 153 participantes 49,0% apresentam risco moderado/grave para ocorrência de transtorno. Conclusão: Conclui-se que dos estudantes universitários analisados, grande parte estão sujeitos ao risco de ansiedade de grau moderado/grave. Constatamos também que o público mais afetado pelo distúrbio é o público feminino, em sua predominância, jovens.

Palavras chaves: Ansiedade; Estudantes; Hábitos alimentares.

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Publicado

20-12-2022

Como Citar

Gomes, B. da S., Maia, G. L. B., Nicolau, K., Ribeiro, P. S., & Massad, J. C. F. de A. B. (2022). ANSIEDADE E HÁBITOS ALIMENTARES EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE MATO GROSSO. Mostra De Trabalhos Do Curso De Nutrição Do Univag, 10. Recuperado de https://www.periodicos.univag.com.br/index.php/mostranutri/article/view/2193